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The Latest Edition of "Eyes on malaria" magazine will be out very soon!! | CALL FOR ARTICLES: AMMREN is inviting journalists / writers / scientists interested in reporting on malaria to send articles for publication in its international magazine “Eyes on Malaria” and for posting on its website. Please contact the AMMREN Secretariat for more details click here. Enjoy your stay!. Volunteers and interns urgently needed to work with an NGO working in the area of malaria and health. Apply through - ammren1@gmail.com / ammren1@yahoo.com. Journalists interested in reporting on and writing articles on health issues should please reply through this email: ammren1@gmail.com

ANNOUNCEMENTS:::

TIPS ON MALARIA

  • HOW CAN MOSQUITOES BE CONTROLLED?

    Mosquitoes around the home can be reduced significantly by minimizing the amount of standing water available for mosquito breeding. Residents are urged to reduce standing water around the home in a variety of ways.

  • HOW CAN I PROTECT MYSELF FROM MOSQUITO-BORN DISEASES?

    The best way is to avoid being bitten by mosquitoes.This can be accomplished using personal protecting  while outdoors when mosquitoes are present. Treated bed nets should be used sleeping. Mosquito repellent should be used when outdoor.

  • WHO ARE AT RISK?


    Nearly half of the world’s population is at risk of getting malaria. Pregnant women are particularly at risk of malaria. Children under 5 years are at high risk of malaria.
     

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PORTUGUESE CORNER

Os investigadores da vacina e outras ferramentas para o combate contra malária ao nível do continente africano defenderam a necessidade de se avançar para a segunda fase do projecto Aliança dos Ensaios Clínicos contra a Malária (Malária Clinical Trials Alliance - MCTA) visto que traz elevados beneficíos para as comunidades.

O facto foi avançado num encontro anual realizado na cidade de Maputo, nos dias 18 e 19 de Janeiro passado, sob a organização do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM) - Fundação Manhiça (FM).

Tratou-se de um evento que juntou representantes Tanzânia, Malawi, Gana, Senegal, Gabão, Quénia, Burkina-faso, África do Sul, Estados Unidos da América, Mali, Grã-Bretanha, Espanha e que serviu para fazer o balanço dos programas realizados em 16 centros de investigação existentes nos 10 países africanos.

A reunião foi de particular importância se considerado que 2010 é o ano do fim da primiera fase do projecto MCTA cujo arranque teve lugar no dia 25 de Abril de 2006.

De acordo com Fred Binka, gestor referido projecto, a primeira fase dos projectos foi de grande aprendizagem. Durante o percurso foi possível constatar que mesmo com parcos recursos é possível idealizar e executar programas que contribuam para a redução do fardo causado pela malária, de forma particular na África subsahariana.

A maioria das actividades implementadas pelos centros são de busca de novos fârmacos, vacinas e outras ferramentas cruciais para combater a malária. Para o efeito, as instituições foram melhoradas e equipadas. Houve, de igual modo, capacitação do pessoal de pelo menos 11 centros de investigação que realizam os ensaios da vacina RTS'S desde 2001.

Nestas acções, mais de 10 milhões de dólares norte-americanos foram gastos donde a maior fasquia foi para suporte em infra-estruturas e equipamento de investigação.

Neste quadro, não há margem para dúvida de que o MCTA deverá avançar para uma segunda fase. Para o efeito está em curso a definição das linhas de orientação para tal fase. Mas, para Binka, a fase que segue deve priorizar a continuação dos ensaios clinícos da vacina contra a malária, busca de novos fârmacos de modo a se poder eliminar e erradicar a malária.

 “A fase seguinte deve criar, de igual modo, uma plataforma para a avaliação e monitoria do impacto das estratégias de erradicação da malária”, destacou Binka.
 
Para Seth Owusu-Agyei, presidente do Conselho de Patronos do INDEPTH e também director do Centro de Investigação de Kintampo e patrono , Gana, o MCTA desempenhou um papel de estrema importância na luta contra malária durante a sua primeira fase. Por esta razão é desejável que haja uma segunda fase.
“O plano em discussão com os nossos financiadores estará virado na realização de actividades que sejam úteis para a rede Indepth, em termos de benefício”, disse.
Na ocasião, aquele investigador afirmou que as actividades da segunda fase, caso se concretizem, não estarão viradas, exclusivamente para a malária por que há outras doenças como tubrculose e SIDA. A experiência e capacidade havida na primiera fase do projecto MCTA será muito útil.
 
Entretanto, os investigadores africanos participantes do encontro de Maputo defenderam a necessidade de assumirem, com maior protagonismo, o futuro das investigações em curso. Conforme disseram, parte do apoio financeiro vem de instituições internacionais. Todavia, tal não deve continuar a ser motivo e razão para que os investigadores e centros africanos não sejam os titulares dos direitos autorais dos produtos por si buscados.

Presentemente, a África dispõe de elevado capital humano, em termos de investigadores. Porém, a Europa e a América continuam sendo os que maiores devidendos colhem, em termos de direitos autorais e licenciamento dos novos produtos.

Luta iniciou antes da independência
Pascoal Mocumbi, antigo Primeiro Ministro moçambicano, tomou parte da reunião na qualidade de Presidente da Fundação Manhiça. Na sua intervenção recordou que o trabalho de luta contra malária começou antes da indepedêndia.

Com o CISM esse trabalho está a ser continuando. Neste quadro, o centro procura obter informação exacta sobre quais são os métodos mais adequados de combate contra malária e outras patologias usando tecnologias disponíveis.
 
A fundação Funhiça, através do CISM, tem sido importante na definição das Políticas de Saúde para Moçambique sendo de destacar o trabalho feito no desenvolvimento da vacina em hemófedos e a introdução do tratamento combinado contra malária, em 2008.

“Avaliamos de positivo o trabalho realizado pelo CISM. O apoio do MCTA tem sido importante e acreditamos que nos próximos tempos mais actividades serão realizadas”, disse Mocumbi que falava à jornalistas naquele encontro.

De acordo com Jorge Tomo, Secretário Permanente do Ministério da Saúde-MISAU que representou o Ministro da Saúde, o país conta com uma estratégia de envolvimento comunitário em saúde. Há cerca de um ano, decorreu em Maputo uma reunião sobre esta matéria. Na altura foram discutidos vários assuntos em termos da participação comunitária para a sua própria saúde.

“A luta contra malária é uma prioridade. Mas, neste momento, não se discute apenas a malária, mas sim várias questões de saúde, incluindo aspectos de educação para a prevenção”, afirmou.

Conforme disse Tomo, a pulverização intradomiciliária contra os vectores do parasita da malária feito em quase todo o país tem trazido elevados ganhos para o país. Aliás, para o Secretário Permanente, a pulverização é uma actividade chave antivectorial do parasita da malária.

Em Moçaambique, mais de 80 por cento da população está infectada por malária. Para tal concorrem várias causas como as de natureza ambiental, saneamento do meio, higiene pessoal e colectiva.
O uso da rede mosquiteira tratada foi por si destacdo como sendo de capital importância. Aliás, estudos feitos na Africa Sub-sahariana mostram que o uso correcto das redes mosquiteiras, impregnadas com insecticida de longa duração, pode reduzir até 48 por cento os episódios da malária e até 25 por cento a taxa de mortalidade infantil, grupo etário que muito sofre as consequências da doença nos países em desenvolvimento.

Jornalistas são indispensáveis
Os investigadores voltaram a destacar o papel da Imprensa, no encontro de Maputo. Aliás, é por isso que em 2006 o MCTA suportiu a criação da Rede de Jornalistas e Investigadores Africanos em Malária (AMMREN-African Media and Malaria Research Network).

A Rede já tem uma página na internet e uma revista. Trata-se de dois meios de comunicação social que divulgam constantemente informação sobre o trabalho em curso nos 11 centros que buscam vacinas e outras ferramentas contra malária.

Ademais, os jornalistas produzem programas temáticos na Imprensa sendo de destacar documentários, debates e suplementos.

“O pepal da Imprensa é de divulgar a informação trabalhando conosco de modo a fazer chegar a mensagem exacta às comunidades. Com a Imprensa a comunidade pode tomar consciência sobre vários aspectos da saúde”, assegurou.

Referiu-se aos vários prémios jornalisticos na área de Saúde que existem no país como sendo o estímulo aos profissionais de comunicação social para fazerem trabalhos mais investigados e úteis ao país.

Enquanto isso, o director do CISM Eusébio Macete considerou que a instituição por si dirigida é exemplo daquilo que é o reforço da colaboração entre o sector privado e público, numa causa regional e internacional.

Segundo disse, o MCTA e o CISM  já tiverem quatro colaborações específicas através de contratos específicos direccionados a reforçar o Centro para levar a cabo estudo da fase três que arrancou no ano passado. Esta fase está a decorrer dentro das previsões.

O apoio do CISM contribuiu para o aumento da capacidade de infra-estruturas nas áreas de investigação, treinando o pessoal através da colaboração sul sul através de centros que têm mais experiência num aspectos e noutro.

De acordo com Macete, com o MCTA foi possível identificar aspectos que o CISM não seria capaz de manusear devido à lacuna financeira. Por exemplo, com o último apoio do MCTA, o CISM resolveu problemas eléctricos que existiam nas instalações.

“A questão eléctrica é uma área delicada em vários centros de investigação e nós só conseguimos solucionar graças ao MCTA” sublinhou Macete.
 
Foi possível também uniformizar e treinar o pessoal comunitário sobre procedimentos nos locais onde decorrem estudos que tem a relação com o MCTA e reforço em meios de diagnóstico e investigação.